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quarta-feira, abril 09, 2014

gestão de expectativas

que a vida não pára e os «finais felizes» só serão realmente felizes se não tiverem um final

a vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos. este é o melhor retrato da vida. uma visão intemporal que, provavelmente, melhor encaixa em todos nós. eu, e apesar dos meus vários esforços no sentido de evitar a decepção, sei que é impossível pass(e)ar pelos anos sem traçar um objectivo, sem sonhar com um amanhã diferente. inevitavelmente há um risco associado quando se escolhe tirar os pés do chão, mas o que seria das nossas vidas sem voos picados e algumas quedas aparatosas. é verdade que a felicidade de agora pode tornar-se demasiado pesada imediatamente a seguir, mas sem a tentativa como o saberíamos?!? o nosso único problema é a falta daquela mestria que nos permite gerir da melhor forma as expectativas que saem frustadas. a resiliência, não desistir, a fé e a vontade de tentar, sempre, mais uma vez. 

talvez um dos segredos para o sucesso seja investir nos sonhos que dependem exclusivamente de nós próprios. os planos que, em determinada situação, traçamos em concordância com alguém, são muitas vezes condicionados por factores que nem essa outra pessoa pode ser capaz de controlar. partilhar planos com alguém é como fazer equilibrismo em cima de uma corda bamba. e o maior desafio para continuarmos a andar, sem os olhos pregados no chão e o medo constante de cair, não é apenas confiar no outro, é acreditar na primeira pessoal do plural.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

☁ ☁ ☁

❥ não sei vocês, mas por mim dava por terminada a época das chuvas


quarta-feira, dezembro 11, 2013

das doenças

❥ heliophilia*

descobri recentemente que tenho esta doença. este outono tem sido particularmente invernoso e já ninguém aguenta (eu!) as temperaturas que fazem lembrar neve sem a realmente usufruir, mas estes dias de sol têm-me feito tão bem ...
*desejo de sol; amar a luz

sexta-feira, novembro 29, 2013

é sexta senhores, é sexta

❥ {chega aqui a mari aos pulos}

gosto de ter o que fazer, de correr de um lado para o outro, de planos que se entrelaçam, mas esta semana foi um exagero. valha-me este serão em modo "daqui não saio, daqui ninguém me tira" para vos conseguir acompanhar. e por isso hoje o meu compromisso é apenas com o portátil, no colo, e uma chávena de chá, ao esticar o braço.

sexta-feira, novembro 08, 2013

em loop

❥ oh meu Deus faz-me menos vaidosa, mas não agora


para um mês sem compras novembro parecia a minha melhor hipótese num futuro mais próximo (em dezembro há as prendas, que simplesmente não resisto a duplicar para mim, em janeiro chegam os saldos, é, assim ninguém aguenta), mas na verdade ainda não foi desta ... talvez em fevereiro. o que é preciso é ter fé.

domingo, setembro 15, 2013

segundas-feiras que não doem

❥ são as segundas-feiras que não trabalho

eu gosto muito do que faço. aliás, adoro, já o aqui disse. mas verdade-verdadinha, também adoro uma boa desculpa para um fim-de-semana mais prolongado. e a festa popular da cidade só me parece mal ser apenas uma vez no ano. e ninguém pode negar que semanas de quatro dias de trabalho seriam uma promissora base de uma campanha eleitoral de sucesso. atentem nisto futuros políticos.

terça-feira, setembro 10, 2013

o fim do verão, o roupeiro e os balanços

❥ desfazer-me das lágrimas, guardar os sorrisos e esquecer tudo dentro da caixa mais bonita do armário


os dias encolhem a olhos vistos. as manhãs estão mais frias e as noites já pedem uma manta extra na cama. começo a trocar os vestidos pelas calças e saias compridas. penso duas vezes antes de sair de casa sem um casaco e delicio-me com os ténues raios de sol sempre que saio à rua. o bronzeado começa a deixar saudade, porque a praia deixou de ser o melhor programa para o fim-de-semana. é oficial, o outono está a chegar. está na hora de ganhar coragem para a remodelação do roupeiro. guardar as peças preferidas até à próxima primavera e separar aquelas que já não uso para oferecer. é sempre tarefa para durar uns dias, por isso a necessidade de ponderação.

mas esta estação quero aproveitar a oportunidade e arrumar também sentimentos. aqueles que contra todas as evidências insisto em manter porque (ainda) me assentam tão bem. desfazer-me das lágrimas, guardar os sorrisos e esquecer tudo dentro da caixa mais bonita do armário. chegou a hora de libertar espaço para outras surpresas, outros sonhos, outros sorrisos. chegou a hora de criar outras histórias.