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quinta-feira, maio 15, 2014

mala pronta

porque amanhã por esta hora já piso solo italiano ...


fazer a mala é uma chatice, a única parte boa é a ansiedade pelo início da viagem, mas desta vez foi muito fácil porque nela seguem (quase) todos os vestidinhos novos que optei por encomendar a uma modista e não encher o bandulho sempre à zara. os tecidos foram escolhidos na feira dos tecidos e eu sou suspeita é claro, mas acho que estão assim a coisa mais fofi deste mundo.

quinta-feira, maio 08, 2014

»MAIO«

o [meu] mês do coração

esta frase resume bem aquilo que sinto pelo [meu] mês preferido. no próximo dia 16 completo trinta-e-cinco anos. assim, tau. mas olho-me no espelho e não consigo reconhecer este tempo todo refletido. vejo as rugas marcadas no meu rosto, mas não tenho a capacidade de o reviver numa espécie de flashback. não quero dizer com isto que foi uma vida desperdiçada, como toda a gente tenho as minhas histórias, as minhas escolhas, os meus percursos. meus, minhas, porque são parte de mim, representam cada cicatriz, física ou psicológica, que, de melhor ou pior forma, fizeram de mim aquilo que sou hoje e que espero continuar a ser amanhã. não mudaria um segundo. escolhi viver sem espaço para arrependimentos. ganhei muito mais do que perdi. aprendi quem sou e aquilo que não quero mais. aprendi que não podemos baixar os braços, mas que podemos descansar [da vida] as vezes que quisermos. aprendi o quanto é importante manter a fé. e o que é nosso a seu tempo virá. sem lutas, nem desgaste. aprendi que sou uma miúda de chão, sonho pouco, mas faço-o com o mesmo entusiasmo de uma criança de 6 anos. aprendi que posso ser feliz sozinha, mas que não o seria tão plenamente sem as minhas pessoas.

mas maio não é o [meu] mês do coração apenas pelos dias maiores, pelo anúncio da chegada do verão ou pelo facto de somar anos, mas porque é definitivamente um mês de renovação, de ciclos, de viragens de página. posto isto, que seja doce.

sábado, abril 19, 2014

apetites incontroláveis

podia ser um crepe com chocolate ou uma fatia (ou duas) do cheesecake que quero fazer amanhã

a praia está cada vez mais próxima, física e temporalmente, espero. embora o S. Pedro considere que tivemos um inverno ao pequeno e vai daí resolveu oferecer-nos mais chuva e frio para os próximos dias. só para não deixarmos de dar uso aos casacos e às botas, uma pena ... {grito} neste andamento os quilos extra que ganhei não parecem ter vontade de dar uma volta, nem mesmo depois da virose que me atirou para um canto. e não, passar os dias a chá e a pão seco não resolveram o problema que eu vou ter com o biquini.

segunda-feira, março 31, 2014

terça-feira, março 04, 2014

à procura da terra do nunca*

❥ das palavras que pesam toneladas

"nunca", esse aparente inofensivo advérbio, com o mais preciso efeito boomerang alguma vez registado. se existem palavras que me assustam, o "nunca" lidera o top 10. ao pronunciá-la o sujeito, sem preferência de género, traça uma certeza no seu futuro, que esse "nunca" tornar-se-á realidade na próxima vez que piscar os olhos. e isto é tão certo como o arco-íris quando a chuva vem fazer companhia ao sol.

*contextos infantis à parte

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

paeoniaceae

❥ ou vulgarmente conhecidas por peónias


sou uma miúda de flores. não sou particularmente fã de flores no sentido literal da palavra - a não ser uma jarra simples num recanto especial, como a da imagem, ou ramos do campo com as minhas preferidas, as peónias. mas, como vos estava a contar, sou viciada em padrões florais. também em padrões no geral, mas tenho uma particular predilecção por peças floridas, assim ao estilo girly, como eu. acontece que a zara está a arruinar qualquer esperança que eu tivesse nos vestidos que ficam semanalmente disponíveis na nova colecção. Deus meu, que vou eu vestir?!

domingo, fevereiro 09, 2014

inspirações para a semana que se segue

❥ um look  (preguiçaaa boa)

❥ uma música 

❥ um filme

❥ um sabor

❥ um destino

o meu novo aliado

❥ endurecedor de unhas dikla, aprovado!



a minha luta por unhas saudáveis é muito antiga. o declínio teve início na adolescência porque as roía e recomeçou há uns sete anos quando desisti de usar o gel. desde então já experimentei muiiiitos produtos, alguns caros tipo lcn, mavala, o.p.i até ao simples casca de cavalo. nestes anos cheguei a fazer exames com receio que fosse o reflexo de alguma doença e tomei medicação específica, pill food e ecophane, mas as diferenças sentiam-se muito pouco. unhas secas, como se tivesse oitenta anos, estriadas, finas e consequentemente frágeis e quebradiças. entretanto, há umas semanas quando ia comprar o removedor de verniz reparei neste produto e pensei "perdida por cem, perdida por mil". na última vez que o usei devo ter aplicado umas quatro camadas. as unhas ficaram num tom branco leitoso que escondeu as imperfeições e aqui estão elas, duras, sem sinal de verniz a estalar ou descolar, e a crescer como se não houvesse amanhã. 

quinta-feira, janeiro 02, 2014

da gratidão

❥ o penúltimo dia de 2013 podia ter sido o meu último dia de vida*

*sobre o choque anafiláctico diz a wikipédia “termina geralmente em morte caso não seja tratado”.



era a segunda noite das nossas férias na aldeia de Galende, que já nos conhece tão bem, em Puebla de Sanábria. estávamos a preparar o jantar e eu tinha acabado de comer um kiwi quando senti uma ligeira impressão na garganta e comecei a espirrar ininterruptamente. retirei-me para a casa de banho enquanto tentava perceber o que se estava a passar comigo, mas os restantes sintomas não se fizeram tardar. o corpo todo a fervilhar, o estômago parecia que estava a ser pontapeado, as pálpebras inchadas e foi quando senti a glote a fechar que decidi pedir ajuda.

num minuto estávamos dentro do carro a caminho do centro, mas mais rapidamente ainda comecei a sentir a língua crescer, como se não fosse caber dentro da minha boca. ainda longe, com a respiração cada vez mais fraca e a perder a visão, pedi que chamassem uma ambulância. ainda ouço a mana dizer “vai demorar dez minutos”. naquele momento não acreditei que fossem chegar a tempo e pensei que ia morrer. não chorei, não vi a minha vida em flash, apenas tentei continuar serena e continuar a lutar para respirar.

a ambulância não terá demorado mais de três-quatro minutos, mas já terei entrado nela ao colo por ter perdido os sentidos. à chegada ao centro de saúde senti medo, não percebia o que me diziam, mas acabei socorrida por duas equipas fantásticas, levei oxigénio, injecções de adrenalina e mais umas quantas drogas para reverter o quadro clínico grave.

quando sai da sala para ser transferida para o hospital, e o médico pediu aos meus manos para se despedirem de mim, soltei a primeira lágrima ... sentia-me um farrapo, mas estava viva. no hospital seguiram-se exames, mais medicação e uma noite em observação, com o mano sentado ali numa cadeira, outro amigo na sala de espera e o restante grupo, de coração apertadinho de preocupação, a mais de 100 km dali.

algumas horas depois da alta, a comemorar a meia-noite, mas ainda abananada com tudo o que me tinha acontecido, não pedi nenhum desejo para 2014, apenas agradeci a felicidade de ter aquelas, as minhas pessoas do coração, ao meu lado. do novo ano espero o melhor, porque depois deste trambolhão só podem chegar coisas boas.



aos meus amigos o obrigada mais sentido e aos médicos ainda estou a tentar encontrar as palavras (em espanhol é mais difícil) para lhes enviar a agradecer o facto de me terem devolvido a vida e todo o carinho com que me trataram.