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sábado, outubro 12, 2013

dos primeiros encontros

❥ teorias e disparates, constatações na primeira pessoa do singular

o truque é não criar expectativas, sempre! se existe uma regra para um primeiro encontro é apenas! esta, sem expectativas. uma pessoa chega a uma certa idade e é muito, mas muito acreditem, difícil encontrar pessoas interessantes. basicamente, e pela ordem natural da vida, essas já estão ocupadas. é claro que não posso levar este princípio muito a sério ou então que estaria eu a fazer sozinha. (momento gargalhada)

agora a sério, não acredito que seja a idade que sobe os nossos padrões de exigência, mas antes a experiência. depois de uma ruptura a oferta até pode ser interessante, mas há muitas fendas para reconstruir e na maior parte das vezes a disposição mental não está lá e pronto. nada a fazer. depois, e enquanto os anos passam de forma galopante, as borboletas dão rapidamente lugar à racionalidade dos sentimentos. já não se vivem os momentos de forma espontânea, reflete-se se é aquilo que queremos. de forma crua e nua. medem-se estilos de vida, examinam-se formas de ser, comparam-se sonhos. também o faço e chateia-me isso.

mas adiante. do frio da barriga e da incerteza da empatia, à doce surpresa das conversas entrelaçadas e das histórias que se partilham, fazem de alguns primeiros encontros momentos especiais. como o início de uma amizade pelo menos.

sábado, setembro 07, 2013

já não há príncipes

❥ o século XXI está a arruinar a minha fé nos contos cor-de-rosa

e a culpa é nossa, das mulheres, que diariamente deixamos morrer a princesa que há em cada uma de nós. andamos aqui armadas em mulheres modernas, independentes, que não precisamos de ajuda, a não ser para abrir aqueles frascos de rosca que parecem ter sido apertados pelo hulk ou para trocar um pneu furado, e agora lixamos-nos à grande. é um tal "bota e vira" que já me começa a chatear.

as mulheres deviam ser sempre (e atentem na importância da palavra sempre!) tratadas como princesas. com direito a pormenores, a atenção e muito mimo. e mesmo eu, sem esperança nesta geração e já rendida à evidência dos príncipes em extinção, sinto que há uma princesa que renasce em mim cada vez que alguém me abre uma porta, me deixa passar à frente, me tira peso das mãos ou me estende a mão quando eu acho giro me transformar em Jane*. mesmo nos momentos em que decido recusar essa ajuda, porque lá está, sou Mulher.

mas sim, ainda sou uma princesa também ... só tenho de esperar pelo meu príncipe.


*namorada do tarzan