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terça-feira, janeiro 07, 2014

Sanábria

❥ das paisagens que nunca cansam e me conseguem sempre despertar uma forma de amor ...

 

quinta-feira, janeiro 02, 2014

da gratidão

❥ o penúltimo dia de 2013 podia ter sido o meu último dia de vida*

*sobre o choque anafiláctico diz a wikipédia “termina geralmente em morte caso não seja tratado”.



era a segunda noite das nossas férias na aldeia de Galende, que já nos conhece tão bem, em Puebla de Sanábria. estávamos a preparar o jantar e eu tinha acabado de comer um kiwi quando senti uma ligeira impressão na garganta e comecei a espirrar ininterruptamente. retirei-me para a casa de banho enquanto tentava perceber o que se estava a passar comigo, mas os restantes sintomas não se fizeram tardar. o corpo todo a fervilhar, o estômago parecia que estava a ser pontapeado, as pálpebras inchadas e foi quando senti a glote a fechar que decidi pedir ajuda.

num minuto estávamos dentro do carro a caminho do centro, mas mais rapidamente ainda comecei a sentir a língua crescer, como se não fosse caber dentro da minha boca. ainda longe, com a respiração cada vez mais fraca e a perder a visão, pedi que chamassem uma ambulância. ainda ouço a mana dizer “vai demorar dez minutos”. naquele momento não acreditei que fossem chegar a tempo e pensei que ia morrer. não chorei, não vi a minha vida em flash, apenas tentei continuar serena e continuar a lutar para respirar.

a ambulância não terá demorado mais de três-quatro minutos, mas já terei entrado nela ao colo por ter perdido os sentidos. à chegada ao centro de saúde senti medo, não percebia o que me diziam, mas acabei socorrida por duas equipas fantásticas, levei oxigénio, injecções de adrenalina e mais umas quantas drogas para reverter o quadro clínico grave.

quando sai da sala para ser transferida para o hospital, e o médico pediu aos meus manos para se despedirem de mim, soltei a primeira lágrima ... sentia-me um farrapo, mas estava viva. no hospital seguiram-se exames, mais medicação e uma noite em observação, com o mano sentado ali numa cadeira, outro amigo na sala de espera e o restante grupo, de coração apertadinho de preocupação, a mais de 100 km dali.

algumas horas depois da alta, a comemorar a meia-noite, mas ainda abananada com tudo o que me tinha acontecido, não pedi nenhum desejo para 2014, apenas agradeci a felicidade de ter aquelas, as minhas pessoas do coração, ao meu lado. do novo ano espero o melhor, porque depois deste trambolhão só podem chegar coisas boas.



aos meus amigos o obrigada mais sentido e aos médicos ainda estou a tentar encontrar as palavras (em espanhol é mais difícil) para lhes enviar a agradecer o facto de me terem devolvido a vida e todo o carinho com que me trataram.  

domingo, dezembro 08, 2013

chorar nos dias em rosa

❥ porque a felicidade também nos arranca lágrimas



não foi só o melhor do meu dia, foi o melhor da minha semana. chegar (ontem) ao lar para ver os meus avós, porque o meu avô de tão doente que esteve nos últimos dias precisava de um milagre, e encontrá-lo a comer, a falar e a dizer piadas ... 

domingo, novembro 17, 2013

fazer da gratidão um lema de vida

❥ o melhor do meu dia aos meus olhos


sou a miúda que vê sempre o copo meio cheio, que sorri enquanto derrama lágrimas, que se sente grata por respirar, pela família pegajosa que tem, pelos amigos que a escolheram. costumo intitular-me como "a miúda que insiste em ver a vida através de um filtro cor-de rosa". não considero que exista melhor pensamento para me resumir. e é por isso que o melhor do meu dia pode ser o abraço de quem gosto, a saudade de quem está longe, o chocolate que descubro na gaveta da secretária ou até mesmo descobrir a grande gafe que cometi no trabalho. viver é lidar a cada minuto com emoções, ora doces, ora amargas ... mas ainda assim, todas elas, fabulásticas.

mas hoje, o melhor do dia, é estar neste momento a caminho de Lisboa. no regresso, depois de umas cinco horas encatrafiada num carro, é provável que possa ter algumas considerações adicionais, mas por agora sigo entusiasmada para a cidade que aprendi a gostar.