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quarta-feira, maio 14, 2014

a mil

o tempo é aquilo que queremos fazer dele

verdade. mas é porque querermos fazer muito mais que passamos os dias a queixar-nos da falta dele, do tempo, desse bem tão precioso e cada vez mais apreciado. nos últimos meses a dois percebemos que raramente usufruimos desse nosso tempo "descansados". corremos no trabalho, para visitar a família, porque queremos estar presentes com os amigos e naquilo que nos faz felizes. reconhecemos a importância de definir prioridades, dos pontos de ligação nas agendas, mas também sentimos - muito mais do que o desejado - que diariamente nos encontramos numa espécie de prova contra-relógio. e quando até conseguimos acertar planos e horários, temos o trânsito, a reunião que atrasa, o email que não pode esperar, o pedido de ajuda do colega, o telefonema inesperado, e toca de reprogramar tudo novamente.

esta semana não há espaço para imprevistos. temos programado o possível e um pouco mais na esperança que o nosso tempo estique. isso, e que os nossos sonhos se tornem, assim tão depressa como voa o tempo, realidade.

domingo, maio 04, 2014

domingo agridoce

há um sabor amargo em cada fim [de semana] e uma doce esperança no que se espera começar

por aqui terminam hoje as férias. {oh ....} habitualmente fico com a sensação que não fiz nada do que tinha planeado, e na verdade o rescaldo destes últimos dias não são muito diferentes. mas desta vez guardo comigo os sorrisos do momento que pode ter mudado tudo. para já, amanhã espera-me o início de uma semana muito longa. ora então, que seja doce, para todos nós.

segunda-feira, abril 28, 2014

do tempo

❥  trazemos o "amanhã" e o "depois" na boca e passamos as nossas vidas inteiras a ignorar o facto de um dia ficarmos sem tempo para nada

desde tenra idade que nos é incutido que temos tempo para tudo. depois os anos passam e percebemos que o tempo está todo feito, que os dias têm sempre 24 horas - mesmo os que não parecem ter fim - e que se escolhemos faltar à aula de português é bom que nos vamos preparando para a nota negativa no final do período. a vida é isto: alternativas, escolhas e consequências. e felizes de nós, que nas nossas vidas somos obrigados a traçar prioridades, a definir estratégias e a desenvolver a nossa capacidade de encaixar tudo aquilo que é importante no puzzle dos nossos dias. é importante relembrar diariamente que o tempo é um presente com prazo de validade e que o nosso sucesso não depende apenas da organização, mas principalmente da adaptação às adversidades e da reavaliação constante entre o que elegemos e aquilo que nos proporciona verdadeira felicidade. 

enfrentar a morte, aqui e ali, serve também para nos mostrar que nem sempre haverá tempo para tudo, que não devemos adiar os sorrisos, as partilhas, as presenças, as chamadas, as palavras, os mimos e que só será tarde para o reconhecer quando perdermos o "amanhã". infelizmente, é fácil dar como garantido mais um dia, todos os dias, mas a verdade é que o dia 29 de Abril não chegará para cerca de 150 mil pessoas. e isso, às vezes, dá-me que pensar ...

segunda-feira, abril 21, 2014

da versão, eu e o mundo

❥  e porque ser feliz não é esperar

acredito inequivocamente nessa força que ora nos aproxima ora nos afasta das pessoas que cruzam o nosso caminho. os olhos do coração são exímios a reconhecerem essa vontade, ou a ausência dela, que dita aqueles que nela se passeiam ou que nela permanecem. porque existem um sem número de acções que respondem melhor do que qualquer soma bonita de palavras. e são essas escolhas que, sem proferirem uma palavra, dizem tudo ...

quarta-feira, abril 09, 2014

gestão de expectativas

que a vida não pára e os «finais felizes» só serão realmente felizes se não tiverem um final

a vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos. este é o melhor retrato da vida. uma visão intemporal que, provavelmente, melhor encaixa em todos nós. eu, e apesar dos meus vários esforços no sentido de evitar a decepção, sei que é impossível pass(e)ar pelos anos sem traçar um objectivo, sem sonhar com um amanhã diferente. inevitavelmente há um risco associado quando se escolhe tirar os pés do chão, mas o que seria das nossas vidas sem voos picados e algumas quedas aparatosas. é verdade que a felicidade de agora pode tornar-se demasiado pesada imediatamente a seguir, mas sem a tentativa como o saberíamos?!? o nosso único problema é a falta daquela mestria que nos permite gerir da melhor forma as expectativas que saem frustadas. a resiliência, não desistir, a fé e a vontade de tentar, sempre, mais uma vez. 

talvez um dos segredos para o sucesso seja investir nos sonhos que dependem exclusivamente de nós próprios. os planos que, em determinada situação, traçamos em concordância com alguém, são muitas vezes condicionados por factores que nem essa outra pessoa pode ser capaz de controlar. partilhar planos com alguém é como fazer equilibrismo em cima de uma corda bamba. e o maior desafio para continuarmos a andar, sem os olhos pregados no chão e o medo constante de cair, não é apenas confiar no outro, é acreditar na primeira pessoal do plural.

quarta-feira, abril 02, 2014

das coisas que (nunca) mudam

❥ porque hoje foi diferente de ontem e amanhã não será igual a nenhum deles

muitas vezes a vida consegue ser dura num momento para nos relembrar como pode se tornar doce no seguinte. é a nossa certeza absoluta. não há dias iguais, como não há histórias iguais, nem pessoas iguais, mas sim, continuam a existir coisas que nunca mudam. 

sábado, janeiro 11, 2014

dos momentos

❥ que se vivem através da pele e dos sentidos

momentos de coração aquecido pela paixão, pelo amor. momentos de olhos alagados pela desilusão e dor. momentos cinzentos. momentos em que os dias voam, outros em que os minutos não passam. momentos de contemplação, do karma, da sorte, do universo. momentos de reflexão do passado que não regressa. momentos de aprendizagem para o futuro que desejamos. momentos impulsionados pela vontade de mudança, outros [momentos] arrastados pela apatia e resignação. momentos de escuridão, de revolta, de negação. que a vida não é sempre justa. momentos de festa, de comemoração. momentos de amizade, de sorrisos, de abraços. momentos cor-de-rosa. momentos que precipitam inícios, histórias, recomeços. outros [momentos] que ditam fins. momentos que nos roubam. momentos de escolhas, sem sabermos o que é certo ou errado. momentos de aceitação, que nem todos os sonhos ganham asas e há projectos que não saem dos esboços mentais. momentos que nos devolvem a vida. momentos de acreditar. momentos de fé e de luz. momentos de agradecimento pelo que nos chega. momentos de revelação ... do que realmente é importante, continuar a construir memórias de todos eles.  

sábado, dezembro 28, 2013

dois mil e (13)

❥ reflexões do meu doce ano

estreitaram-se relações que me fazem agradecer diariamente no caminho para o trabalho. aprendi mais uma vez o quanto o nosso coração pode ser elástico, porque realmente não existe distância quando alguém vive em nós. fiz viagens especiais, com as minhas pessoas, comecei o ano na Sanábria em Espanha, como já é nossa tradição, e visitei pela primeira vez Oslo, a ilha da boavista em Cabo Verde e Amesterdão. somaram-se concertos e deliciosos encontros com os amigos. mas dois mil e treze não foram só sorrisos, chorei quando atirou a minha mãe para uma cama de hospital e mais ainda quando me roubou o meu avô. perdi um ramo da minha árvore e isso vai doer por muitos anos. e finalmente, como fui uma boa menina, recebi de presente um novo amor, aquele que me ensina todos os dias a gostar um pouco mais de mim. 

terça-feira, outubro 29, 2013

prioridade: ser feliz

❥ a verdadeira felicidade não é mais do que sermos nós próprios

as pessoas não mudam. esta é uma daquelas afirmações controversas, daquelas que têm tantos seguidores como opositores. para mim é bastante simples. as prioridades mudam, os sonhos mudam, as inspirações mudam, as paixões mudam, mas a nossa personalidade mantém-se fiel aos nossos valores, sejam eles quais forem. amadurecer implica mudanças, muitas vezes desencadeia voltas de 180º, mas as pessoas não mudam. podemos mudar a localização geográfica, a profissão, o estilo, a cor do cabelo, o gosto musical, hoje não gosto de café e amanhã não vivo sem ele, mas as nossas escolhas, as nossas atitudes, até o mais pequeno pormenor denunciará quem realmente somos. sempre acreditei nisto. talvez mais afincadamente no passado, já que a vida encarrega-se de nos quebrar todas as regras, mas sim, continuo a olhar para alguém sem esperança que ela se enquadre no perfil à medida dos meus desejos. e se o fizer, temo pelo "caldo entornado". 

mas também aceito que durante as nossas vidas fazemos cedências, permitimos adaptações, moldamo-nos em prol daquela que julgamos ser a nossa felicidade. não é de todo mau, mas sei que a verdadeira felicidade não é mais do que sermos nós próprios, sempre! 

sexta-feira, setembro 27, 2013

do medo

❥ há um medo que me persegue, um medo irracional, um medo que me surripia a paz, que me entorpece as pernas, que me escurece os dias. um medo que cresce e que me tira o ar, que me rouba o sorriso, que me apaga os sonhos ...

o medo de não ser capaz de amar novamente.

terça-feira, setembro 17, 2013

mantra

❥ "Se nada mudar, invente.
E quando mudar, entenda.
Se ficar difícil, enfrente. 
E quando ficar fácil, agradeça.
Se a tristeza rondar, alegre-se. 
E quando ficar alegre, contagie.
Se o caminho for longo, persista. 
E quando chegar, comemore.
Se achar que acabou, recomece. 
E quando recomeçar, acredite!"

segunda-feira, setembro 09, 2013

do escárnio e maldizer

❥ a sabedoria está em saber viver acima dessa maldade

há coisas, que não sendo coisas, ultrapassam todo o entendimento. algumas que, por mais boa vontade que possa tentar dedicar-lhe, nunca vou entender. não é (apenas) mau-feitio, é educação, é postura. não é desisteresse, é opção, é sobretudo consciência. gosto desta doce certeza de que sou inteira (apenas) com uma vida, a minha. plena e completa. feliz ou infeliz. de sorriso rasgado ou de lágrima fácil. porque mesmo quando os meus dias são vazios é assim que gosto de os sentir, cheios. todos os dias.

sim, há coisas que nunca vou entender. e que talvez nunca queira mesmo perceber. talvez não! com certeza nunca vou querer entender ... a necessidade de viver vidas alheias ou a leviandade com que se tecem comentários ou se fazem julgamentos infundados. e estas coisas, que não sendo coisas, podem não fazer mossa, mas chateiam. e a sabedoria está em saber viver acima dessa maldade, porque afinal de contas eu gosto, e muito, desta vida, aquela que pode andar noutras bocas, mas é (apenas) minha.

domingo, agosto 25, 2013

ode ao verão, versão escrita

❥ porque os meus dedos cantam melhor do que a minha voz

vou sentir (muito) a tua falta, verão. dos dias longos que estendes (quase) até à hora de deitar. do conforto de sentir o teu calor logo ao sair de casa. dos reflexos que o meu cabelo ganha naturalmente. das esplanadas que multiplicas à beira-mar, mesmo que não me lembre de ter ido a muitas. da vontade com que nos deixas de fazer programas ao ar livre. de piquenicar. das cores néon nas unhas. dos mergulhos no mar, às vezes gelado. da doce ansiedade pela chegada das férias. do chapéu de palha. das manhãs passadas na praia ao melhor estilo, "virar frangos". das refeições leves. da água fresca. das sestas a seguir ao almoço. dos quilos que se perde, para voltar a ganhar no inverno. dos biquinis. das sardas no rosto. dos vestidos leves. do fizz de limão. das flores que pintam os campos. da minha pele dourada. e de chinelar o dia inteiro. mas, principalmente, e sobretudo, vou sentir falta de sonhar. de sonhar com um amor de verão.  

sexta-feira, agosto 16, 2013

a felicidade, sem preço

aquela que é genuína, autêntica. aquela que se alimenta de detalhes. aquela que faz a diferença.